RED CHESTNUT, Castanheiro Vermelho, a arte de confiar na vida dos outros

Posted by ana.rita.afonso.rodrigues on March 31, 2016 at 6:20 AM

«Em qualquer inquietação existe um elemento humano positivo: a solidariedade com o destino dos seus semelhantes e o desejo profundo de que tudo lhes corra bem.

Em circunstâncias naturais e sãs isso significa um tipo de preocupação, contudo, em circunstâncias menos saudáveis,a preocupação pelos demais pode assumir um aspecto patológico.

No primeiro caso, apoiamos os outros de forma eficaz e estamos ao seu lado até onde é possível. Onde deixa de o ser, damo-nos conta das nossas próprias possibilidades e limitações e evitamos deixar-nos afetar pelos problemas dos outros. Intrinsecamente sabemos que, quando a solidariedade em relação aos outros se transforma numa compaixão desamparada, a dor duplica e as perspectivas de melhoria ou sucesso diminuem pela própria projeção no desamparo alheio. Para poder ajudar de forma eficaz, a pessoa não pode ficar ela própria em sofrimento ou dependente da ajuda de terceiros.

No segundo caso, e obviamente de forma inconsciente, a pessoa projecta os seus próprios medos e «males» no destino do outro. Esta forma de preocupação é inútil e carece de sentido, pois não tem a menor consequência positivas sobre o outro, não lhe proporciona ajuda real nem faz desaparecer a sua dor ou dificuldade.

A função principal desta projeção é pois abrir uma via de escape para a dor e a autocompaixão do "preocupado", do "solidário" Red Chestnut, que assim evita a dor de se enfrentar com as suas próprias mentiras perante a vida.

A personalidade Red Chestnut não se baseia apenas na falta de confiança no destino e em «Deus», senão na falta de sinceridade consigo mesmo. Horrorizado de admitir a verdade sobre o seu comportamento, ele vive preocupado com os demais porque ainda não criou a confiança e a entrega corajosa que o mistério da vida requer. Sincerizando-se, ele veria que não vive a sua vida corretamente, que ele próprio criou os temores de que padece, que com eles incomoda e sobrecarrega as suas «vítimas» ( sobretudo os seus filhos); que se imiscui na vida deles e os chega mesmo a contagiar com o seu costume doentio de medo, precaução, desconfiança, falta de entrega e à vontade com a vida.

 

A solução ao problema, está nele mesmo. Não se trata de se convencer por meios racionais de que as suas preocupações são despropositadas, trata-se antes de encontrar e fortalecer uma nova postura perante a vida: confiar na vida, no destino e em «Deus».

Para retomar o seu equilíbrio, Red Chestnut deverá reaprender que a sua vida é uma sucessão ininterrupta de acontecimentos positivos no seu cerne, porque através deles amadurecemos, aprendemos e crescemos, ainda que tenhamos de sofrer.

Deverá por de lado as suas preocupações e expectativas negativas e explorá-las de modo consciente para que se possa ir dando conta do quão despropositadas são! E sobretudo, deverá habituar-se a dizer: Tudo vai correr bem!»

 

adaptado de El Nuevo Manual de la Curación por las Flores de Bach, de Dr. Götz Blome

 

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